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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Medo

  Revista Criticartes - Ano II, nº. 5 - 2016  

Imagem: http://www.colegioweb.com.br
Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Salvador, BA

A violência nas grandes cidades está aumentando cada vez mais, as pessoas já têm medo de sair de casa, ficar no domicílio, já nem sabem mais como proceder. 
O medo do outro virou uma rotina, andamos já olhando para trás, quando uma pessoa demora caminhando atrás da gente, já bate uma súbita preocupação. 
As crianças já estão preocupadas com tudo isso, o bicho papão virou o bandido, a bruxa, virou o maníaco; ou até o palhaço que virou símbolo de brincadeiras mortais, onde pessoas fantasiadas desse “inocente” personagem saem com facas, machados, motosserras, para assustar todos no caminho. 
Agora apareceu aqui em Salvador, um grupo de pessoas com seringa na mão furando outras, simplesmente por malvadeza, alguns deles se regozijam com o fato mostrando o objeto esvaziado. 
Esse “modus operandi”, já está ultrapassando as fronteiras da “Boa Terra” já acontecendo incidentes até em Feira de Santana. 
O nosso país já é caracterizado pela violência, onde o número de homicídios já supera a guerra da Síria, mas nem por isso temos leis que trabalham firmemente encima dessa grande problemática, até no futebol que é nosso grande “circo” vemos cenas deprimentes de violência, onde “marginais” vestidos de torcedores espancam policiais; matam torcedores de outros times, onde o medo se arrasta em todos os sentidos, pois os brasileiros perderam tudo, os seus direitos a cada dia são vilipendiados, na “mão” grande, até em aposentar-se o medo se instala, não mais por causa da defasagem salarial, mas pelo simples motivo que o “nosso” novo governo governa com o cajado da tirania, apoiado pelos parlamentares, tirando o direito de aposentar-se no seu tempo, dito certo.
Assim o medo se alastra em todos os aspectos, não vemos alguma saída, senão por meio do voto, mas como se até para votar somos obrigados e somos sutilmente dirigidos a votar em quem vai nos meter medo no futuro?

  Revista Criticartes - Ano II, nº. 5 - 2016  

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