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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A teoria do éter, a relatividade de Albert Einstein e a poesia

Por Nena Sarti*
Manipulação das imagens: Rogério Fernandes Lemes
A teoria do éter é o nome dado ao conjunto de ideias produzidas principalmente na segunda metade do século XIX com o objetivo de dar um corpo coeso às teorias físicas existentes até então. Apesar de podermos encontrar traços fortes dessa teoria desde o pensamento de Isaac Newton (1642-1727), foram Hendrik Lorentz (1853-1928) e Henri Poincaré (1854-1912) os cientistas que ficaram conhecidos como autores dessa teoria.
Hoje a teoria do éter é vista como uma abordagem equivocada para os fenômenos naturais. Ela não é mais lecionada ou defendida enquanto teoria física, restando-lhe somente seu grande valor histórico.

Motivação da teoria do éter

No final do século XIX tanto a mecânica de Newton como o eletromagnetismo de Maxwell estavam consolidados enquanto teorias físicas.
Do ponto de vista da mecânica, para todos os observadores que viajam a uma velocidade constante valem as mesmas leis do movimento. Por exemplo, uma moeda lançada no interior de um automóvel descreve o mesmo movimento para o carro em repouso na calçada como para o carro em movimento retilíneo uniforme. Nesse sentido, a mecânica newtoniana não trabalha com observadores privilegiados. Há uma série de observadores equivalentes que percebem a mesma natureza da mesma forma.
Segundo a teoria eletromagnética, uma partícula carregada eletricamente que atravessa um campo magnético sofre a ação de uma força que depende: da carga da partícula, do campo magnético e da velocidade da partícula.
Como a teoria eletromagnética não definia claramente a partir de qual observador essa velocidade deveria ser medida, popularizou-se a existência de um observador privilegiado onde são válidas as leis do eletromagnetismo. Tal observador foi chamado éter.
Para justificar o éter não ter sido descoberto anteriormente foi necessário atribuir a ele algumas propriedades 'mágicas', como, por exemplo, ter densidade nula e preencher todos os espaços vazios - mesmo os intergalácticos.

O Experimento de Michelson Moreley

Em 1881 A. Michelson (1852-1931) encontrou uma forma de medir a velocidade do éter em relação à Terra. O experimento foi aprimorado e repetido em 1887 sem indicar resultados positivos em nenhum dos casos. Ao que tudo indicava, se o éter realmente existe, a natureza se comporta de forma a torná-lo imperceptível.

Hipóteses ad hoc

Como o éter não era detectado por nenhum dos experimentos realizados, a teoria do éter sofreu sucessivos acréscimos. Suas alterações mais significativas foram a hipótese do arrastamento do éter, a hipótese da contração de Lorentz e as transformações de Lorentz. Todas elas apontavam para uma questão simples: Se a natureza se comporta como se o éter não pudesse ser visto, então quais são nossas razões para acreditar na sua existência?
Nos primeiros anos do século XX a teoria do éter já se encontrava enfraquecida e desacreditada por seus próprios idealizadores. Em 1905 Albert Einstein inaugurou o que hoje conhecemos por teoria da relatividade restrita. Por essa nova teoria, o éter foi definitivamente abandonado e banido dos currículos.

Categoria: Relatividade

A constante cosmológica (geralmente denotada por lambda maiúsculo Λ) foi proposta por Albert Einstein como uma modificação da teoria original da relatividade geral ao concluir um universo estacionário. Após a descoberta do deslocamento para o vermelho de Hubble e introdução do paradigma do universo em expansão, Einstein abandonou esse conceito. Entretanto, a descoberta de que a expansão do universo ainda está acelerando na década de 1990 renovou o interesse pela constante cosmológica.
A constante cosmológica Λ aparece nas equações de campo modificadas de Einstein na forma:

{\displaystyle R_{\mu \nu }-{\textstyle 1 \over 2}R\,g_{\mu \nu }+\Lambda \,g_{\mu \nu }={8\pi G \over c^{4}}T_{\mu \nu }} R_{\mu \nu} - {\textstyle 1 \over 2}R\,g_{\mu \nu} + \Lambda\,g_{\mu \nu} = {8 \pi G \over c^4} T_{\mu \nu} onde R e g pertencem a estrutura do espaço-tempo, T pertencem a matéria, e G e c são fatores de conversão com o qual surge do uso tradicional de unidades de medida. Quando Λ é zero, ela se reduz a equação de campo original da relatividade. Quando T é zero, a equação de campo descreve um espaço vazio (o vácuo). As unidades de Λ são segundo-2.
A constante cosmológica possui o mesmo efeito de uma densidade de energia intrínseca do vácuo, ρvac. Neste contexto, é comumente definida como fator proporcional a 8π: Λ = 8πρvac, onde conversões modernas da relatividade geral já estão inseridas (do contrário, os fatores G e c também apareceriam).
Fonte: https://pt.wikipedia.org/

Depois dos sessenta, venho querendo aprender coisas novas, ou coisas que sempre existiram e eu não tinha tempo para entendê-las, no caso aqui a teoria do éter (que dizem não existir mais) e a teoria da relatividade de Albert Einstein mais ou menos explicada acima, pois tenho conhecimento que os físicos ainda a estão estudando. Agora, vamos nos ater às orações de Einstein quando ele afirma que: 
“A constante cosmológica Λ aparece nas equações de campo modificadas” “A constante cosmológica possui o mesmo efeito de uma densidade de energia intrínseca do vácuo”.
Agora vamos entender por partes.

Constante

Diz-se do número (quantidade física) que não se altera em todas as fórmulas matemáticas caracterizadas por especificarem determinados fenômenos universais ou certas circunstâncias específicas (fenômenos, propriedades etc.)
Que não sofre alteração; inalterável: o constante balanço do mar.
Em que há continuidade e progressão; progressivo: o constante desenvolvimento das árvores.
Que tende a se repetir de maneira contínua; permanente: o som constante da chuva.
www.dicionarioinformal.com.br/constante/
Frases com a palavra constante:
Fonte: Pensador

Os defeitos da alma são como os ferimentos do corpo; por mais que se cuide de os curar, as cicatrizes aparecem sempre, e estão sob a constante ameaça de se reabrirem.
- François La Rochefoucauld
O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça dependem da sua vontade de fazer o bem.
- Allan Kardec

Cosmológica

Cosmologia é o ramo da astronomia que estuda a origem, estrutura e evolução do Universo a partir da aplicação de métodos científicos.
A Cosmologia surge como um ramo da Filosofia que procura explicar a composição do Universo, sua estrutura e evolução. Antes da natural evolução da Filosofia para um campo de conhecimento próprio, o filósofo era um indivíduo que pensava a respeito de muitas coisas, diferente do pensamento filosófico de hoje, que se concentra em estudar a própria Filosofia e não mais em ter um pensamento generalista.
Fonte: http://obviousmag.org/renato_collyer/2015/09/a-origem-do-universo-e-a-filosofia.html#ixzz4ZHre6Nad

Vocês leram o título, correto? Éter, Cosmologia, Filosofia e Poesia têm efeito relativo? Eu digo que sim o tempo todo, constantemente.
E como teorias são discutíveis, deixo o desafio e para tanto transcrevo abaixo um poemeto que fiz em um desses momentos em que estava a observar o cosmos:

Deita em tua cama macia,
Ouça o vento em sussurro,
Veneziana entra em volúpia
Sacode-se em gemidos,
Explode um raio de luz,
Trovões retinam em bigornas.
Você no leito deleita-se.

Estou gostando disso! Nena Sarti/2017.

Breve Currículo 
Nena Sarti (Maria Helena Sarti), 66 anos, casada, brasileira, natural de Passo Fundo-RS. Residente e domiciliada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul desde 1988. Formada em Letras pela Universidade Católica Dom Bosco – UCDB. Seis cursos de Extensão especializados em Literatura e Linguagem poética, certificados pela FUNDAC/MS. Professora de Técnicas de Redação, Língua Portuguesa e Literatura (aposentada). Palestrante em diversos segmentos culturais da Cidade e do Estado. Escritora, poetisa, contista, cronista, atriz performática, oficineira. Ministra pela FUNDAC/MS Oficinas de Literatura e Linguagem poética desde 2006. É Contadora de histórias (Curso de extensão – Grupo Gwaya da UFG). Detentora de mais de 30 prêmios nacionais e internacionais entre poemas e prosas. Atual presidente da Academia de Letras do Brasil – seccional Mato Grosso do Sul.
Contatos:
curiosa75@yahoo.com.br
msarti60@gmail.com
nenasarti61@gmail.com

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